Em 1999, Maurren Maggi, com seus 23 anos, corre para dar mais um salto. Ela voa longe e depois vê a marca: 7 metros e 26 centímetros.
Uma boa marca? Sem dúvida! Passados quase 10 anos, apenas três saltos em todo o mundo foram melhores do que esse.
O ano seguinte, era ano de Olimpíadas, ano de esperança de medalha, quem sabe um ouro, que o Brasil não ganhava no atletismo desde 1984, com Joaquim Cruz.
Mas Sidney 2000 não foi a olímpiada de Maurren. Contundida, ela sequer avançou para a final do salto em distância. Choro, frustração e a volta desolada para casa. As esperanças ficaram guardadas para Atenas, em 2004, quando ela teria 28 anos.
Preparando-se para as olímpiadas, Maurren não desaponta, continua saltando bem, continua saltando longe e sendo uma esperança de medalhas.
Vem então o relacionamento com um outro esportista e o doping. Em 2003, uma pomada cicatrizante impede Maurren de ir para Atenas, impede ela de saltar.
Mais choro e uma grande incerteza sobre o futuro. O que fazer? A atleta muda-se para Monaco e vai viver com o namorado, tem uma filha e depois vem a separação.
Após mais de 2 anos inativa, Maurren decide voltar. E chega mais uma vez às Olimpiadas como uma esperança de medalha. Dias antes, um outro saltador brasileiro, também candidato a medalhas, decepciona e fica longe dos primeiros lugares.
A expectativa está toda em cima daquela mulher de 32 anos, com uma filha, divorciada, que agora já não é a favorita, como há 8 anos atrás e que sabe que talvez esse seja a sua última chance de medalha.
Quem liga para favoritismo? Maurren corre e salta sobre a areia, as dores, o medo de falhar e cai longe. Os árbitros marcam 7 metros e 4 centímetros, o maior salto que Maurren já deu, 22 centímetros a menos que o salto de 1999, mas esses 7,04m levaram Maurren Maggi muito mais longe.
Levaram-na aonde ela merecia estar.
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
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